Estou chorando nesta noite sem fim

É noite e estou sozinho
Estou sozinho e chorando nesta noite sem fim
Chorando por um amor que talvez não existiu
Chorando por ter perdido tanto tempo precioso

Minha vida esta no fim
Vida curta que chegou ao fim a muito tempo
Porque o destino escreve historias tão ruins?
Quem se diverte em assisti-las? Deus? O diabo?

Estou esperando alguém lá em cima me chamar
Desligar de vez a chave geral e me levar
Mas na certa viverei muito ainda
Talvez até veja você novamente

Por isso estou chorando nessa noite sem fim
Quero desesperadamente voltar no tempo
Como se nada houvesse acontecido
Tentar corrigir meus erros, fazer o que não fiz

Tento acreditar que isso é possível
Mas não tenho tempo para voltar no tempo
Porque deu tudo errado?
Porque você me abandonou?

Porque ocorreram tantas coisas erradas?
Porque você apareceu na minha historia se não ficou ate o final?
Qual a razão de você ter surgido então?
Talvez para eu estar chorando nesta noite sem fim…

 

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 24/01/2009.

Game Over – Não te amo mais

Você prometeu não mudar, não deixar de me amar
Mas um dia você ligou e disse fim, não te quero mais
Porque fez isso, nunca entendi

Será que você estava certa?
O que eu deveria ter feito?
Ter implorado para ficar?

Na hora aceitei sua vontade
Mesmo contra meu coração e minha razão
O tempo passou, e nada mudou
Quando lembro seu nome o sol se põe
Sinto que meu ar esta no fim

Nunca mais tive coragem de amar alguém
Ou apenas de gostar de alguém, me dedicar a alguém
Me tornei um ser sem alma, sem amor
Será que agora eu sou igual a você?
Será que você não sentiu nada naquele momento?

Onde você andará agora?
Quem você amará agora?

Não quero saber
Não quero te ver mais
Não quero te amar mais
Não quero ir na sua cidade mais
Não quero lembrar de seu nome nunca mais

Mas ele não sai de meu pensamento
É algo estranho, sem nexo, verdadeira loucura
O destino sabiamente me desarmou totalmente
Não posso sonhar em ver você, em voltar para você
Mesmo que você queira

Sou de aço agora, meu coração não bate mais
Sou frio, sem vida, sem lógica
Apenas uma projeção de uma sombra numa parede negra
Game Over para minha existência

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 24/01/2009.

Estrada sem Fim

Ao longo desta estrada sem fim
Caminho olhando para os lados, tentando te encontrar
Sinto um vento frio de maio anunciando o inverno
Vejo pessoas estranhas, ninguém me conhece
Os carros passam velozes, velozes como a vida
Tomo uma secundaria, uma rua de pedras
Caminho por rua onde nunca andei, por onde você nunca andaria
A manhã termina, vem a tarde e logo chegará a noite
Sinto uma corda em meu pescoço a me sufocar
As luzes dos carros passam como meteoros
As luzes das casas parecem estrelas perdidas no espaço
Luzes tremulas, como velas se perdem na noite
Imagino em que ponto de luz você poderia estar
Olho para a frente, para o norte e não há nada
Não haverá nada no futuro
Olho para traz, para o sul e não há mais nada
Você não existe mais em meu passado
Se perdeu com a poeira da estrada

 

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 24/01/2009.

Partes do Teu Corpo Dentro de Gavetas

Hoje tem sol. O dia esta lindo.
Mas achei fragmentos de você na web.
E tudo voltou ao normal. A brisa virou um vento chato.
A rádio só toca musica triste.
O perfume da pitangueira se transformou no cheiro da morte

Sinto vontade de morrer logo
Apagar tudo, não ter mais estas lembranças …
Estas poucas lembranças que restaram.
Textos, fotos, vídeos, cheiros, partes do teu corpo que ficaram dentro de livros e gavetas

O que há em você que ainda me atrai e destrói?
Seria o fato, quem sabe, de nunca ter amado alguém realmente?
Seria uma frustração monstruosa de ser tão alienado?
Ou quem sabe havia algo além do normal e não soube manter?
Algo realmente chamado de amor mas que não consigo digitalizar.

Seja como for, minha vida está chegando ao fim
Não quero te ver antes de morrer, nem depois
E se houver o outro lado e tivermos que nos encontrar?
Quero ir para o inferno então, lá você não estará…

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 14/08/2008.

 

Estranhos sentimentos

As vezes, quando ando pelas ruas cruzo por uma garota
Tento evitar de olhar para a mesma e outras calçadas procuro trilhar
Tento desviar de seus olhos, estranhos e belos olhos
Mas muitas vezes não consigo e olho sem querer

Um dia destes, acidentalmente, ela passou a poucos centímetros de mim
Inevitavelmente olhei para seus olhos e ela olhou para mim
Foi um sensação estranha mais muito forte, muito viva
Que durou frações de segundos mas, que as vezes, tento recordar em câmera lenta

Tenho evitado a todo custo a volta destes sentimentos
Não apenas com esta garota, mas com todas
Não tenho mais tempo mais isso
Não quero mais isso, meu tempo já passou

O que se passa na cabeça dela para sorrir
Para me olhar daquela forma?
Seria simplesmente sua maneira de olhar?
Seria pena de mim?

Mais uma duvida que levarei comigo

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 06/07/2008.

Um fantasma me persegue nos sonhos

Hoje sonhei com você.
Estava caminhando numa rua e sabia que me via.
Você vinha logo atrás e parecia falar comigo pelo celular…

Quando passou a meu lado, estranhei seu cabelo. Estava preto e encaracolado.
Bem diferente do louro e liso que conhecia, que vi e cheirei pela ultima vez…

Mas era você.
Vestia roupas negras.
Me aproximei e te beijei três vezes e, mesmo no sonho, pude sentir teu perfume.
Farala

As vezes vejo teu fantasma até durante o dia, ou a noite, mesmo acordado.
Nas ruas, em festas que vou
Chego até mesmo a fotografa-la para confirmar a aparição mais tarde
Na certa não é voce, a menos que seja realmente um fantasma…

Por onde andará, Farala?
O que houve contigo?
O que houve com aquele “amor”?
Seria apenas um amor fantasma?

Tenho certeza que vou levar estas duvidas para o túmulo
E com certeza descobrirei mais tarde, quando for tambem um fantasma
Seja como for, vagarei eternamente, te procurando
Ou tentando te evitar, te esquecer…

Mas o cheiro de Farala ainda está vivo no ar
Me sufoca, escurece minha visão, destrói minha vida

Quero voltar a dormir e voltar sonhar contigo
e não mais acordar…

13/05/2008 – 01:16

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 13/05/2008.

Quando chega a noite…

Quando chega a noite, tudo muda.
Até mesmo aqueles que se mostram frios durante o dia
Querendo mostrar que são fortes
Acabam sucumbindo às lembranças…

Coisas que deixamos de fazer
Coisas que deixaram de serem ditas
Perdões que não foram dados
Amores que não foram conquistados…

Quando chega a noite tudo são trevas
A incerteza de um novo dia talvez ainda mais triste
A boca seca, a falta de ar, uma dor estranha no peito
O sentimento de que algo ficou irremediavelmente para traz
Aquele ultimo capitulo do livro que você fechou

Aquele telefonema tão simples para seu irmão ou para seu pai
Aquele beijo em sua esposa ou para sua ultima namorada
Aquela visita à sua mãe que tanto queria te ver
Aquela partida de futebol com seu filho

Coisas tão simples mas importantes para eles
Que você não deu valor…

Quando chega a noite e não temos mais sono
Caminhamos sozinhos em meio a multidão
Acreditando, querendo acreditar mais uma vez
Que amanhã faremos tudo diferente

Para finalmente poder dormir
Quando a noite novamente chegar…

2904/08 – 00:21

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 29/04/2008.

 

Mundos e Vidas Paralelas

Estava só na noite passada, olhando as estrelas enquanto caminhava pelas ruas.
Fiquei imaginando em meio a tantas estrelas, outros mundos com pessoas como eu.
Talvez lá de cima estivessem olhando também para o céu, para suas estrelas.
Seres perdidos, sozinhos, diferentes em suas formas mas com os mesmos problemas.
E são bilhões de galáxias, trilhões de estrelas e sistemas planetários.
Zilhões de planetas a vagar pela escuridão, a caminho de um buraco negro qualquer.
Que importa o fim de tudo se no final estarei sozinho no horizonte de eventos.
Onde você estará neste momento? Estará com medo? Pensará em mim?
Mas quem duvida que neste desarranjo do Cosmos a natureza não conspire para nosso reencontro?
Quem sabe se não nasceremos novamente daqui a bilhões de anos, noutro planeta?
Não vai importar nossas formas, se voaremos ou se rastejaremos na lama feito vermes.
O que importa é que poderemos estar juntos outra vez!

 

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 13/01/2008.

O que eu estou fazendo ainda aqui?

Me bateu esta pergunta agora.
Estava na web procurando antigos amigos, antigas amigas, antigas paixões…
Mas não os encontro.Estão perdidos, como se tivessem sido deletados.
Como se nunca tivessem existido…
Sei que alguns já partiram mas, e minhas antigas paixões, meu antigos amores?
Já teriam ido também?

Então, o que eu estou fazendo ainda aqui, se a festa já terminou?
A chuva lá fora, sempre presente em minhas lamentações, chora comigo…
Sinto aquela estranha sensação de quem foi a uma festa e a mesma está terminando
As pessoas já estão indo embora e o disco toca sua ultima faixa.

Então, o que eu estou ainda fazendo aqui?
Serei o ultimo a sair? Serei eu quem vai apagar a luz?
Farei parte do pessoal da limpeza?

Queria recomeçar a festa mas o Sol já vai nascer.
Outro dia, outra historia irá contar e com outros personagens.
Não posso segurar ninguém.
Não tenho mais discos para tocar…

Então, O que eu estou fazendo ainda aqui?
Eu sentando, olhando o salão esvaziar-se aos poucos.
Uma neblina torna difícil ver um pouco mais além.
Sinto o cheiro da poeira, de livros velhos, de noticias passadas.
A minha frente, apenas fragmentos de cartas, juras de amor.
Mas dentro de mim suas vozes parecem vivas…
Imagens de anos passam a minha frente.
Mas são apenas lembranças, brincadeiras de meu cerebro…

Se ficar, verei o salão esvaziar-se totalmente.
Serei apenas um estranho na próxima festa, um ente invisível.
Uma figura sem cor, sem cheiro e sem forma.

Se sair, quem sabe poderei encontrar pelo caminho os que já se foram.
Mas talvez eles não desejem mais minha companhia.
Porque eu esperei tanto então?

Escrito por J.F. Sebastian em 22 de Setembro de 2007 as 23:15 hs

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 22/09/2007.

Fração do Nada III

Um dia estarei sob a terra
Terra fria e triste
Serei então uma fração do nada
Num universo infinito e vazio

Terão passados séculos e séculos
Mas estarei pensando em ti como sempre pensei
Mesmo sem mais existirmos
Nesse dia, serei parte da terra

Quero lembrar tudo o que houve de bom entre nós
Os momentos que passamos juntos
Mesmo sendo tão poucos

Não importa o tempo que vá durar a eternidade!
Ficarei no vázio, esquecido, pensando em ti
O tempo passará lentamente, como a Lua no céu
Não sentirei mais o calor do sol, nem o frio da chuva
Sentirei apenas a sua falta

Civilizações terão passado
As cidades terão sido destruídas
Os mares poluidos
A vida, extinta
As estrelas apagadas…

Existirá apenas um planeta vazio no silencio do espaço
Onde nada haverá para contar
Então, eu estarei morto
Morto, mas ainda pensando em ti

Talvez você nunca fique sabendo
Não importa, eu sei que te amei e sempre te amarei
E, quando chegar o ultimo segundo do final dos tempos
Mais uma vez gritarei teu nome nos abismos do universo

Sei que não serei ouvido mas meu amor ecoará por todos os cantos
Talvez, em algum lugar você o ouça
Mas já será bem tarde

Quem sabe quando Deus novamente criar o universo, nós nos encontraremos
Não importa quando isso vá acontecer
Eu estarei te esperando em algum canto do nada!
Adeus!
Até a próxima criação

Escrito por J.F. Sebastian em 18 de Outubro de 1985 as 18;00 hs

Postado originalmente no Blog Cronicas do Sebastian em 02/09/2007.